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Palavras de uma página envelhecida.:
Bom, para começar não importa o que você pense, não importa nada disso. Aliás se você analisar o mundo não vai ver sentido algum nele. Mas não aconselho que analise o mundo, sinceramente deixa sequelas, tipo, você perde a vontade de viver, realiza as coisas com menos empenho, começa a não ver o sentido da vida...
Não importa o que eu escrevo aqui, um diário, relatos de sobrevivência ao mundo, site de indicar livros, filmes,o que seja, faz parte dos meus gostos, sou eu, não, não eu, nada sou eu, apenas eu sou eu, se você me entende, as vezes nem eu sou eu, as vezes viro o que as outras pessoas querem de mim, ou o que eu gostaria de ser, não eu. entende.
Bom, eu tenho miopia, é um problema de formação ocular quando não da pra se ver de longe corretamente, tudo fica meio embaçado, e isso me deu coragem, como não via as pessoas não as temia, como se elas não existissem. alem disso, a miopia fez com que eu desenvolvesse um áudio melhor, eu pude ver , ouvir as coisas de uma maneira diferente, não só pela aparência, o meu cérebro começou a parar de ver e começou a pensar.
Ainda "assim",
Miss.Terious
Eu. Minha prima. Colchão. Seriados.
Era, hum... 3 horas da madrugada, acho, 2... não sei. Enfim. Eu estava vendo seriados com minha prima, no meu quarto, a gente colocou um colchão do lado da minha cama, trancou a porta, beleza. Estava chovendo, muitos trovões, mas aos poucos pararam. Ouvimos um barulho. Ela fechou o notebook. Olhou pra mim. Algo acontecia. Estava tudo escuro, a gente estava com medo, nos enfiamos debaixo da coberta como menininhas. Falamos baixo. Não tínhamos coragem de olhar o teto. Deus. Aquilo poderia ser um roubo, já entraram pelo telhado na casa dela. 1, 2, 3, já. Ela apontou o celular pro teto, vasculhou, nada.
Demos as mãos, esperamos mais um pouco e voltamos a ver o seriado. Outro barulho. Nos encolhemos, desligamos tudo. Notebooks debaixo do colchão. Armamos um plano, bem baixo, qualquer coisa fingiríamos que dormíamos, e deixávamos roubar. Se viessem na nossa direção, a gente quebrava perfume, jogava tudo quanto é coisa neles, isso acordaria os três primos fortes do quarto ao lado. Ela falou para mim fechar meus olhos, a gente se abraçou e apertou as mãos. Foram momentos de tensão, ficamos em silêncio. Eu falava que tudo ia dar certo, que não era nada, bem baixo. Uma porta arrastou, barulho. Alguém acordado? É o que pensamos. Atentas, por sei lá, umas 2 horas, a cada sinal, um apertão mais forte. Meu fôlego sumia, meu coração disparava. Isso é sério, foram horas muito tensas até que nos perdendo em uma conversa muito interessante de segredos, relaxamos. Mas que também me fizeram lembrar o quanto minha prima é minha "irmã mais velha". É.
Agora, pense você, quem você iria querer com você num momento desse, quem diria que atacaria o ladrão para te defender, diria que você é realmente muito importante pra essa pessoa, que pessoa é essa que te acalma, te trata bem, e te ouve? Imagine, você, sua vida ali, correndo risco, algo que você nem pensa, e que pode realmente acontecer... O que eu quero dizer é, quem você acha que te abracaria, apertaria sua mão e te defenderia?
Aqui, viva,
Miss.Terious




