Eu tenho o que chamam de sono descontínuo, você acorda assim no meio da noite algumas vezes, mas o problema é que às vezes você não consegue voltar a dormir, acredito eu que nesses meus surtos de panis et sonis que irei voltar a escrever aqui; Afinal, quando todos dormem e os pensamentos se agitam, nossas companheiras fiéis, eternas, e indomáveis são as palavras, não é mesmo? Eu não escrevo exatamente pra alguém, mas se chegar a alguém acredito que mal não faço.
Hoje tive a breve conclusão de que sou apaixonada. Sou uma pessoa apaixonada, pela vida, pelas pessoas e pela arte. Podem me apedrejar pelo meu romantismo, mas ele não padece de questionamentos quando eu ando por aí, devagar, olhando as coisinhas... E sei o que falariam a respeito da minha paixão por pessoas, "blablabla pessoas são más, guerra bláblabla" ah eu tenho conhecimento do lado negro da sociedade... Mas o lado furta-cor... Esse que desencadeia meu "absurdo" romantismo.
"Em cada esquina... em cada olhar..." palavras ao vento. Amo pintinhas. Meus flocos de chocolate na pele. Amo as covinhas nos rostos das pessoas. Os dedos enrrugados ao sair do banho, o cheiro de sabonete e shampoo. Saboneteirazinhas à luz. Costas bem torneadas. Bochechas coradas. Olhos brilhantes... uma boca rosada. Cada pessoa é um desenho, uma pintura viva que respira, movimenta se como arte, cada ato desperdiça momentinhos tão unicos, esses desperdiços me dão aquela sensação de perda mas... Guardo comigo, na memória, e aos poucos, com meu romantismo e minhas paixões, construo meu pequeno infinito particular.
Imensamente grata pelos momentos apaixonantes,
Anna.
